🌪️ Mudei de país… mas quem sou eu agora?
Ninguém nos prepara para isto.
Para mudar de país… e parecer que mudámos de pele também.
Deixamos tudo o que é familiar o cheiro do café da avó, a buzina irritante do vizinho, as conversas rápidas no supermercado onde entendíamos todas as piadas.
Agora?
Agora sentimos que até o nosso nome soa estranho quando o dizemos.
Que ninguém entende o nosso tom.
Que sorrimos mais do que falamos para evitar explicar quem somos.
“Será que fiz bem?”
“Como me encaixo neste novo mundo?”
“Porque é que tudo parece tão difícil?”
“E porque é que me sinto tão sozinha, mesmo rodeada de gente?”
💥 É que ninguém fala da solidão dos valentes.
De quem foi.
De quem deixou família, amigos, cafés preferidos, memórias.
E foi com medo mesmo assim.
Sabes o que és?
És um GPS emocional a tentar encontrar sinal num país novo.
És alguém a reaprender quem é numa língua nova, numa rotina que ainda não te cabe.
És um coração desenraizado a tentar florir mesmo com o chão todo diferente.
🌟 Conselho de Fragmento (com sotaque emocional e muita verdade):
Não te exijas encaixar logo.
Senta-te contigo. Fala contigo como falarias com uma amiga.
Tu não estás perdida estás a nascer de novo.
E renascer dá trabalho. Cansa. Parte-nos.
Mas também constrói.
E um dia vais perceber: aquele país que agora te assusta vai começar a ter cheiros teus, risos teus, memórias tuas.
E aí… já não vais sentir que pertences vais saber que és tua.
Onde quer que estejas.
Vai com tudo, Fragmento bonito! 🌈
Mesmo com medo. Mesmo com saudade. Mesmo assim. Porque só os corajosos sentem tanto.
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