🐸 Engoli tantos sapos que virei aquário
Durante muito tempo, fui engolindo em seco.
Engoli sapos grandes, pequenos, com sotaque passivo-agressivo e até alguns com chapéu de boas intenções.
Não foi por fraqueza.
Foi porque às vezes o silêncio parece mais fácil do que explicar por que é que aquilo nos magoa e porque nem sempre estamos com paciência para fazer palestras emocionais às 9 da manhã.
Aceitei comentários “sem maldade”, olhares atravessados, favores que pareciam gentileza mas vinham com fatura emocional incluída.
Sorri.
Agradeci.
Engoli.
Respirei.
(Engoli mais um.)
E quando dei por mim, estava com o estômago cheio de sapos e a alma a boiar num aquário de tudo o que eu não disse.
Mas calma:
Se te estás a rever nisto, não te critiques.
Estiveste só a fazer o que todos fazemos às vezes evitar a guerra, salvar a aparência, tentar ser "maduro", "compreensivo", ou simplesmente não explodir.
🌟 Conselho de Fragmento (com carinho e uma piscadela de olho):
A partir de certo ponto, já não é maturidade é refluxo emocional.
E olha… nem os sapos merecem tanta digestão forçada.
Da próxima vez, se alguém te servir mais um sapinho disfarçado de “brincadeira”, respira fundo, sorri com classe e responde:
“Obrigada, mas hoje estou a jejum de falta de noção.”
Porque tu mereces espaço, ar puro e, se for para engolir alguma coisa… que seja um café quente e a tua própria voz.
Vai com tudo, Fragmento bonito! 🌈
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